29/05/2026
Dr. HÉLDER CHIPINDO, VENDEU ISP-CAÁLA
Hoje, ao acompanhar a brilhante defesa do Professor-Doutor, Hélder Lucas Chipindo, DG do Instituto Superior Politécnico da Caála - ISPC , fiquei profundamente refletido sobre o estado actual do ensino superior em Angola, e sobre os desafios urgentes e emergentes que o nosso sistema educativo precisa enfrentar.
A sua abordagem, sustentada por dados estatísticos actuais, trouxe uma verdade que não pode mais ser ignorada:
“Governar sem dados é como planificar às cegas.”
Num país onde milhares de jovens concluem o ensino superior todos os anos, é preocupante saber que apenas uma pequena percentagem (20% de 30 mil estudantes por ano) consegue ser absorvido pelo mercado de trabalho (os chamados KUNANGAS DA CASA DO PAI). Isso obriga-nos a levantar uma questão séria:
Estamos a formar profissionais para o desenvolvimento do país ou apenas a produzir diplomas?
Durante décadas, herdámos currículos desalinhados das necessidades reais de Angola, com excesso de teoria, pouca prática, fraca ligação ao mercado e expansão desordenada do ensino PEDAGÓGICO superior. O resultado é visível: muitos estudantes terminam cursos sem competências ajustadas às exigências actuais da economia, da inovação e da transformação social. Na sua fala, Hélder Chipindo destacou: — os cursos de lápis e esferográficas são as que mais empregam em ANGOLA. E, a expansão do ensino superior (e não só), não acompanhou a dinâmica da evolução.
Precisamos de políticas ministeriais mais firmes, modernas e orientadas por evidências, onde, como diz PAULO FREIRE: o sujeito da aprendizagem dever ser o principal centro de estudo. Ele (o candidato) vociferou a bom tom: — a educação angolana deve deixar de caminhar apenas pelo “possível” e começar a construir o “proeminente”.
É tempo de:
1. Reformular currículos;
2. Valorizar o ensino técnico, científico e tecnológico;
3. Apostar na investigação e inovação;
4. Colocar o estudante no centro da aprendizagem;
5. Ensinar a resolver problemas reais e não apenas decorar conteúdos.
Num contexto socio-cultural angolana, na visão politica africana, dentro das realidades mundiais contextualizadas, Angola precisa de um ensino que forme criadores, investigadores, empreendedores e solucionadores de problemas. Um ensino alinhado às necessidades do mercado, da sociedade e do futuro. Porque educar não é apenas ensinar conteúdos.
É preparar cidadãos capazes de transformar o país.
Soluções: governar ágil e orientada; e aprender é desafio do estudante, quando encontra um problema a resolver na sala de aula.
Em suma, coloco-ma disposição de conhecer o corpo físico do Dr., por detrás dessa mente brilhante.
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