19/03/2026
PROIBIDO DE AMAR
Ah, meu coração…
Antes valente, antes inteiro
De ti ninguém fazia morada
Porque tu sabias fechar as portas
Eras muralha, eras abrigo
Eras silêncio sem dor
Não havia em ti
Nem o eco da tristeza
Mas hoje…
Hoje és um deserto povoado
Cheio de passos que não são teus
Mãos que te tocam sem pedir
E vê-se…
Vê-se gente a entrar e sair
Como se fosses estrada
Como se fosses chão
Talvez o erro seja meu…
Prometi proteger-te
Prometi não te expor outra vez
Prometi que amar seria passado
Mas eu… falhei contigo
E agora estamos aqui
Mais uma vez no mesmo lugar
Juntando os pedaços
Que o amor deixou cair
Diz-me, meu coração…
Quantas vezes mais
Vamos aprender da dor
E esquecer no calor de um abraço?
Outra vez…
Caímos outra vez
E como sempre
Fazemos da dor uma promessa
Frágil… silenciosa…
De não amar
De não amar
De não amar… outra vez
7 Mares O Poeta