Andy Rodriguez - Movement

Andy Rodriguez - Movement Exploring the body as a tool for creation and transformation.

Performer · Choreographer · Teacher
Member of CDC Angola · Luanda, Angola 🇦🇴
Movement · Creative Process · Scene

06/08/2026

Dentro da Dança
Sabes que um dos reis mais poderosos da história foi também bailarino profissional?

Luís XIV subiu ao trono de França aos 4 anos, em 1643, e cresceu a dançar nos espectáculos da corte. Em 1653, com apenas 14 anos, interpretou o papel do deus Apolo no Ballet Royal de la Nuit — uma performance que lhe valeu o apelido pelo qual ficou conhecido para sempre: o Rei Sol.

Continuou a dançar profissionalmente em espectáculos de corte durante quase duas décadas. Em 1661, deu um passo decisivo para a história da dança ao fundar a Académie Royale de Danse — a primeira instituição de dança do mundo, criada para formalizar e codificar a arte que ele próprio praticava.

Foi este gesto de um rei-bailarino que abriu caminho para o que viria a nascer poucas décadas depois: o ballet clássico, tal como o conhecemos hoje.

Segue a página para continuares esta viagem pela história da dança. 👇
Andy Rodríguez | Movement
📷 Galeria dos Espelhos (Palácio de Versalhes), gravura da corte do Ballet Royal de la Nuit, retrato de Luís XIV como Apolo (traje original, 1653), ilustração de Maurice Leloir sobre o Ballet de la Nuit — via Wikimedia Commons (Domínio Público)
🎥 Imagens via Pexels: Omar Espino · Luis Ariza · Israel Torres · Kuiyibo Campos

05/08/2026

Dentro da Dança
Sabes qual foi o primeiro bailado a ser reconhecido como "ballet" pelo próprio nome?

Em 1581, em Paris, foi apresentado o Ballet Comique de la Reine — considerado por muitos historiadores o primeiro ballet propriamente dito. Combinava dança, música, poesia e cenografia numa única obra coerente, com narrativa e propósito próprios.

Foi encomendado por Catarina de Médici, rainha de França e figura central na introdução dos costumes italianos na corte francesa, para celebrar o casamento do duque de Joyeuse.

A partir deste espectáculo, a dança de corte começou a deixar de ser apenas entretenimento social e a evoluir para uma forma de arte performativa organizada — um passo essencial no caminho que levaria, décadas depois, à fundação da Académie Royale de Danse por Luís XIV.
Segue a página para continuares esta viagem pela história da dança. 👇
Andy Rodríguez | Movement

📷 Andrea Mantegna, Camera degli Sposi (Palazzo Ducale, Mantova), fresco de corte italiana, retrato de Catarina de Médici — via Wikimedia Commons (Domínio Público)
🎥 Imagens via Pexels: Omar Espino · Luis Ariza · Israel Torres · Kuiyibo Campos

03/08/2026

📋 Boletim nº 12 — Além Fronteiras.

Transcendendo a ideia de viajar ou de marcar presença em festivais, levar a arte para fora do país é, sobretudo, um gesto de afirmação que transporta consigo memórias, histórias e identidades. A dança contemporânea, com a sua linguagem directa e universal, é talvez a expressão mais clara desta possibilidade de encontro.

Para Angola, este caminho tem uma importância particular. Durante muito tempo, a imagem cultural do país foi associada sobretudo à música popular e às danças tradicionais. No entanto, é cada vez mais urgente dar a conhecer que também aqui se produz arte contemporânea de elevada qualidade, capaz de dialogar com linguagens universais sem perder singularidade. A CDC Angola é disso exemplo: nasce enraizada nas vivências locais, mas abre-se ao futuro com uma vitalidade criativa capaz de surpreender públicos de outras geografias.

Num contexto em que os apoios à cultura são escassos, cada presença internacional é uma vitória colectiva. Uma voz que resiste, insiste e merece ser ouvida.

A dança como mensagem, ponte e diálogo. É responsabilidade de quem decide e orienta a política cultural abrir portas e mostrar, com orgulho, que em Angola há quem dance com o séc. XXI.

Saudações coreográficas!

Conecta com a tua CriatividadeJá reparaste em quanto observas sem dar por isso? Passamos o dia a olhar — para o telemóve...
03/08/2026

Conecta com a tua Criatividade
Já reparaste em quanto observas sem dar por isso?

Passamos o dia a olhar — para o telemóvel, para as pessoas à nossa volta, para os espaços que habitamos. Mas olhar e ver são coisas diferentes.

A observação é uma prática — e como qualquer prática, melhora com o tempo e com a intenção. Quando começo a ver de verdade, o mundo transforma-se num arquivo infinito de possibilidades criativas.

Não precisas de ir longe para encontrar inspiração. Precisas de parar e ver o que já está à tua frente.

💬 Conta-me nos comentários: o que costumas observar quando procuras inspiração?

Andy Rodríguez | Movement
🎥 Vídeos via Pexels: Burak Bahadır · Jakub Zerdzicki · cottonbro studio

Conecta com a tua CriatividadeTens um arquivo criativo?Durante anos perdi ideias que achei que nunca ia esquecer. Um mov...
31/07/2026

Conecta com a tua Criatividade
Tens um arquivo criativo?

Durante anos perdi ideias que achei que nunca ia esquecer. Um movimento que surgiu no meio de um ensaio. Uma imagem que vi na rua. Uma frase que ouvi numa conversa. Na altura pareciam inesquecíveis — e desapareceram.

Foi quando percebi que a memória não é um arquivo fiável. As melhores ideias surgem nos momentos mais inesperados — e se não as registamos na hora, perdem-se.

Hoje tenho o hábito de guardar tudo: notas de voz, vídeos rápidos do telemóvel, esboços escritos. Não precisa de ser perfeito — precisa apenas de existir. Esse arquivo tornou-se uma das ferramentas mais importantes do meu processo criativo. Quando estou bloqueado, volto a ele. Quase sempre encontro algo que me faz avançar.
As ideias não esperam. Regista-as.

💬 Conta-me nos comentários: onde guardas as tuas ideias?
Andy Rodríguez | Movement
🎥 Vídeos via Pexels: Burak Bahadır · Jakub Zerdzicki · cottonbro studio

Dentro da DançaSabes porque é que a dança se tornou um símbolo de poder na Renascença?Nas cortes italianas do século XV,...
31/07/2026

Dentro da Dança

Sabes porque é que a dança se tornou um símbolo de poder na Renascença?
Nas cortes italianas do século XV, dançar bem deixou de ser apenas entretenimento e passou a ser uma marca de educação, refinamento e estatuto social. Mestres de dança como Domenico da Piacenza ensinavam os jovens nobres a dançar como parte da sua formação — ao lado da esgrima, da música e da retórica. Competências essenciais para quem circulava nos círculos de poder.
As cortes de Mântova, sob os Gonzaga, e de Ferrara, sob os Este, são exemplos claros deste refinamento cortesão, retratado em frescos e retratos da época. As danças seguiam regras rígidas de postura, passos e etiqueta — reflectindo directamente a ordem e a hierarquia da própria corte.
Foi este mundo — de disciplina, espectáculo e poder — que preparou o terreno para o que viria a nascer poucas décadas depois: o ballet.

Segue a página para continuares esta viagem pela história da dança. 👇
Andy Rodríguez | Movement
📷 Iluminura de cena de jardim com música, Andrea Mantegna (Camera degli Sposi, Palazzo Ducale Mantova), fresco de corte italiana, retrato de Francesco Guicciardini (Giuliano Bugiardini, Yale University Art Gallery), retrato em traje renascentista (Schadow) — via Wikimedia Commons (Domínio Público)
🎥 Imagens via Pexels: Omar Espino · Luis Ariza · Israel Torres · Kuiyibo Campos

Conecta com a tua CriatividadeE se o erro não for um problema?Crescemos a aprender que errar é mau. Na escola, no trabal...
29/07/2026

Conecta com a tua Criatividade
E se o erro não for um problema?

Crescemos a aprender que errar é mau. Na escola, no trabalho, na vida — o erro tem má reputação. Mas no processo criativo, percebi que o erro é muitas vezes o momento mais honesto de todo o percurso.

Quando erro em ensaio, o meu corpo está a dizer-me algo que a minha mente ainda não processou. Quando uma coreografia não funciona, estou a descobrir o que a obra não é — e isso aproxima-me do que ela pode ser.
O erro não é o oposto da criatividade. É parte dela.

A questão não é evitá-lo. É aprender a lê-lo.
💬 Conta-me nos comentários: como lidas com o erro quando estás a criar?

Andy Rodríguez | Movement
🎥 Vídeos via Pexels: Burak Bahadır · Jakub Zerdzicki · cottonbro studio

Dentro da DançaSabes quem escreveu o primeiro manual de dança da Europa?Domenico da Piacenza nasceu por volta de 1400 e ...
28/07/2026

Dentro da Dança
Sabes quem escreveu o primeiro manual de dança da Europa?

Domenico da Piacenza nasceu por volta de 1400 e trabalhou ao serviço da Casa d'Este, em Ferrara, criando coreografias para as celebrações da corte. É considerado o primeiro mestre de dança conhecido pelo nome na história europeia.

Por volta de 1450, escreveu De arte saltandi et choreas ducendi — o mais antigo manual de dança que sobreviveu até hoje. Nele deixou instruções sobre passos, tempos musicais e composição coreográfica. Formou dois discípulos que se tornariam também mestres influentes: Antonio Cornazzano e Guglielmo Ebreo, que continuaram o seu legado através dos seus próprios tratados.

Foi com Domenico que a dança deixou de ser apenas tradição oral transmitida de mestre para aprendiz — e passou a ser, pela primeira vez, um ofício documentado, ensinável e transmissível através da escrita.

Segue a página para continuares esta viagem pela história da dança. 👇
Andy Rodríguez | Movement
📷 Castello Estense (Ferrara), manuscrito de Antonio Cornazzano (1471), iluminura de dança e manuscrito de notação coreográfica — via Wikimedia Commons (Domínio Público)
🎥 Imagens via Pexels: Omar Espino · Luis Ariza · Israel Torres · Kuiyibo Campos

27/07/2026

Endereço

Luanda

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Andy Rodriguez - Movement publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Andy Rodriguez - Movement:

Atalhos

Compartilhar